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domingo, 20 de novembro de 2011

Cadê o novo?


Mais do mesmo. Essa foi a conclusão ao ouvir as músicas vazadas da Rihanna nas últimas semanas. Este não é um review  do mais novo CD da cantora. Pelo contrário, este é um texto sobre o cenário Pop atual.

Sempre gostei do Pop porque ele permitia tudo. Permitia com que você misturasse o rock com música eletrônica, o country com o reggae e assim vai. Sempre gostei do Pop porque ele me parecia ser um sujeito sem preconceito, aceitando todos aqueles que queriam divertir os outros.

Mas a indústria – ah, sim a indústria, aquela que faz com que o Pop se altere a cada minuto – fez com que o Pop entrasse num caminho sem volta. Primeiro foi a Madonna, trazendo lá da Europa batidas bem diferentes daquelas que estávamos acostumados a ouvir em “Like a virgin”. Gostamos do namoro dela com a música eletrônica, e parece que a indústria – formada pelos empresários de paletó e gravata, sustentados pelas grandes gravadoras – também gostaram de que nós gostamos disso. Atentem para essa fórmula: música eletrônica no Pop + fãs que adoraram a mistura = dinheiro para gravadoras e empresários.

Depois disso fomos invadidos com batidas eletrônicas pela Britney em “Blackout”. Aí foi um pulo para que no final da primeira década do século 21, tivéssemos Lady Gaga, Rihanna, Kesha, Katy Perry e tantas outras.

É fato que quando elas apareceram todas nos mostraram algo diferente do que estava sendo produzido (bem por isso chamou nossas atenções). Contudo, o problema tem até nome: “segundo CD”. Para alcançarem cada vez mais sucesso, e com isso darem lucro às gravadoras, elas precisavam vender ainda mais. E porque mexer em time que tá ganhando? E lá vai mais uma rodada de música eletrônica.

Em primeiro lugar, sei que gravadoras são empresas, e por isso precisam lucrar. O problema é que cantores não precisam disso. Cantores, antes de tudo, são artistas. Eles que movimentam a cultura Pop. Não é basicamente a indústria. O próprio Pop-Art, que por vezes é misturado com a cultura pop, veio exatamente para esculachar com essa indústria. Por que as cantoras agora precisam abaixar as cabeças e fazerem de tudo para vender sem pensar na sua arte?

É fato que Cds como “Born this way”  da Lady Gaga traz de novo um respiro ao encontrar mais elementos que não sejam música eletrônica. Mas ainda sim, o perigo do Pop se tornar música eletrônica ainda existe.
Não sou contra a música eletrônica no Pop, e acho que o estilo tem tudo haver com a música. O problema é que o Pop não é só música eletrônica. É mais. É country, é blues, é R&B, é jazz, é rock, é samba, é clássico, é indie, é tudo.

Sim. Quero coisas novas. Quero me surpreender. Quero me espantar. Quero dançar ao som de eu que nunca tenha ouvido. Mas para isso artistas e fãs precisam se desprender da quantidade que está sendo vendido e deixar que a mente absorva novas fontes de ideias. Caros, deixem os números com as gravadoras e let’s have fun.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lady Gaga antes de ser Lady Gaga

Uma loira, americana e que canta música pop. Lady Gaga poderia ser mais uma da longa lista de cantoras pop. Mas decidiu ignorar o estereotipo (ou talvez levá-lo ao último nível) e surpreender a todos com as roupas extravagantes que sempre aparece.

O que poucos sabem é o seu passado. Em seu primeiro trabalho encontramos uma Lady Gaga que ainda não era uma Lady Gaga. Ela era apenas Stefani Germanotta. A morena Stefani.


Era com o nome Stefani que ela assinava seu primeiro álbum “Red and Blue”. O álbum era um simples EP (extended play) com cinco faixas. Cada faixa faz com que possamos entender quem era realmente Stefani e quem está por trás do famoso “Poker Face”.


O EP começa com a faixa ”Something Crazy” que lembra muito a Avril Lavigne. Uma bela mistura de rock e música pop, com pitadas de country. Conseguimos ver aqui alguns sinais do que hoje é “Born this Way”, afinal de contas o rock e a música pop juntas não são novidades na vida dessa compositora.

A segunda faixa é a baladinha “Wish You Were Here” que me fez lembrar outra baladinha recente da Lady Gaga: a “You and I”. A baladinha do EP é muito, mas muito pra baixo, mas ao mesmo tempo muito boa de se ouvir, e sim, você poderá cantar junto “I wish you were...”. Particularmente prefiro essa balada do que  a do novo single.

“No Floods” é a terceira faixa, onde a Stefani traz um pianinho onde fiquei imaginando ela cantando em um bar de Nova York como se fosse o palco do mundo. E realmente é isso que a música diz! Mais uma vez esse EP traz pistas do que iria vir no seu terceiro trabalho. Nessa faixa ela simplesmente diz que ninguém vai parar ela ou dizer o que ela deve fazer. Ela vai fazer e ninguém vai impedi-la. Não lembra o discurso de “Born this Way”?

Em ”Red and Blue” a faixa que dá título ao EP vemos uma Stefani que brinca com o piano e que criou uma música com um refrão bem chicletinho, mas ao mesmo tempo sem perder a qualidade. Com certeza, se a faixa estivesse nas mãos da Universal hoje (gravadora a qual Lady Gaga pertence)e mais alguns produtores ela viraria hit logo, logo. E o que dizer do pequeno reggae que tem perto do final da música? Adorei!

O EP termina com a música “Words” que na minha opinião, novamente, se fosse melhor produzida seria uma música maravilhosa para alguma trilha sonora de filme. Ela é muito boa! Letra boa, melodia boa, voz boa, tudo bom, apenas faltando a mãozinha final de produtores de grandes gravadoras para lapidar essa faixa. A música simplesmente reflete a Stefani que sabia que estava certa, que sabia que aquele era o seu caminho, mas que só via portas se fechando.

Depois de ouvir o EP inteiro as minhas suspeitas sobre o álbum “Born this Way” se confirmaram. Os primeiros trabalhos de sucesso eram músicas pop, mas que eram apenas para localizar Lady Gaga nesse cenário. Aos poucos ela foi ousando e ousando, até chegar ao ponto em que nos acostumamos com a real Lady Gaga, ou talvez, a real Stefani: uma mulher que gosta de rock e música pop, que possui uma criatividade imensa e que não tem medo nenhum de ousar. “Born this Way” é tudo isso!

A verdade é que “Born this Way” precisa ser considerado o primeiro trabalho musical de Lady Gaga. Os outros foram ensaios para o que vemos hoje.

Você pode conferir o EP na página que Lady Gaga – ou no caso, Stefani – usava para divulgar seu trabalho. Além do EP, existem também outras músicas que ela fez em 2006. Ouça e conheça um pouco mais da Lady Gaga.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

No passo de Michael Jackson

Se vivo ele já tinha contribuído muito para a cultura pop, depois de morto ele virou mito. Estou falando do rei do pop Michael Jackson.

Exímio dançarino, Michael Jackson é o sinônimo de artista performático. Em seus shows existiam danças que tiravam o fôlego do público. Seus passos são imitados até hoje. Porém, poucos conseguem fazê-lo com perfeição.

O mais famoso passo é o moonwalk. Retirado das danças de rua dos negros americanos, o cantor o popularizou. O que poucos conhecem é a sua origem. Os primeiros registros do passo estão no filme de 1943 chamado "Cabin in the Sky". O artista americano Bill Bailey foi o responsável pelo movimento, e o repetiu diversas vezes em vários programas da TV americana, como no final do vídeo abaixo:




Com uma meia e um chão bem liso, muitos já conseguiram repetir o passo. Contudo, há um passo muito, mas muito difícil de ser realizado sem uma ajudinha de um sapato especial. Estou falando do passo "The lean".

Tudo começou com o clipe da música "Smooth Criminal". No clipe há um momento em que Michael Jackson e os seus dançarinos se inclinam num ângulo de 45º. A cena pôde ser feita com perfeição por causa dos cabos que prendiam Michael e seus dançarinos, e que foram apagados na edição.Mas como isso seria reproduzido num show?

É aí que entra a genialidade do astro: Michael então resolveu patentear um mecanismo que o ajudava na hora do show. Para explicar o mecanismo, é preciso conhecer a apresentação:




Como pode ser visto no vídeo, existe uma primeira parte da coreografia. Nessa primeira parte, a coreografia é realizada normalmente. Então, as luzes se apagam e surge um homem com uma bomba fazendo uma performance. Enquanto isso, Michael e os dançarinos se deslocam para um dos lados do palco. É aí que entra o mecanismo. Embaixo do sapato do cantor e dos dançarinos há um espaço de encaixe para uma espécie de tacha que está presa no palco. Enquanto o homem distrai o público com sua performance, Michael e os dançarinos encaixam o sapato na tacha, prendendo-se no chão do palco. Depois disso, eles apenas se inclinam, fazendo o ângulo de 45º. Depois que acaba, eles desencaixam e a tacha desce para baixo do palco (isso pode ser visto aos 3'55'' quando o pé de Michael parece ter dificuldade de se depreender da tacha).

No vídeo abaixo o mecanismo pode ser entendido melhor:





E aí, prontos para imitar os passos?

domingo, 26 de junho de 2011

Luxo da Semana - Louis Cole e Genevieve Artadi

Quem gosta de músicas e ainda mais de versões diferentes de música já se deparou com a dupla americana Pomplamoose. Eles ganharam fama na internet com suas versões para Telephone de Lady Gaga, Single Ladies de Beyoncé e Beat it de Michael Jackson. Porém, seguindo os mesmos passos da dupla americana está outra dupla: Louis Cole e Genevieve Artadi. Olhe o vídeo e veja como eles conseguem transformar músicas conhecidas em preciosidades:

Louis Cole e Genevive Artadi - "3" (Britney Spears)




Louis Cole e Genevive Artadi - "Baby" (Justin Bieber)



Louis Cole e Genevieve Artadi - "E.T." (Katy Perry)



E para terminar Pomplamoose e Louis Cole e Genevive Artadi juntos cantando "It Goes On":



E pra quem quer mais aqui vai o canal dos dois no You Tube: Louis Cole e Genevieve Artadi

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Opinião: Quando um álbum é vazado



Com o vazamento do álbum “4” da Beyoncé surgiram vários comentários, fofocas e especulações. Primeiro quem ouviu o álbum disse que logo não iria vender e seria o fiasco da carreira da cantora. Depois começaram surgir várias opiniões favoráveis ao CD, dizendo que ela continuou ser ela. E agora a mais nova especulação é o desejo da gravadora de adiar para setembro o lançamento do álbum.

Primeiramente, acredito que o adiamento do álbum não iria fazer nenhuma mudança nas prováveis vendas do CD. Talvez se fosse lançado no natal, onde a especulação de consumo é maior, o adiantamento teria algum sucesso. Por agora, nada adiantaria.

Mas o que fazer com um álbum que vazou três semanas antes do lançamento? Bem vindo ao dilema das gravadoras. O álbum do Eminem,  “Recovery,” vazou duas semanas antes do lançamento. O de Britney Spears, “Femme Fatale”, também teve esse mesmo tempo. Já Lady Gaga foi mais eficiente, a menos de uma semana do lançamento, “Born this Way” já estava na internet. Esse dilema é impossível de se resolver. Talvez o único modo seja na impressão do CD, já que muitas vezes é por ali que se consegue a cópia (um exemplo é o vazamento da prova do Enem em 2009).

O fato é que vazado o álbum acredito que lançamento precisa ser antecipado, para que as pessoas que provavelmente iriam comprar não tenham tempo de baixar as músicas e acabar não comprando. Infelizmente, não dá mais pra depender de álbum pra ficar milionária. O fato é que os artistas precisam entrar em turnê, por mais custos que tenha. Não há outro jeito a não ser botar a mão na massa. E quando se tem um nome com muita força, o que é o caso da Beyoncé, a turnê parece ser a única saída.

Quem é fã compra o CD, quem tem dinheiro vai comprar o CD, quem é nostálgico, vai comprar o CD físico. A pirataria está aí. Não é tirando o link ou queimando CDs pirateados que se termina com isso. Apenas com vigilância, uma cultura de consumir produtos culturais e uma carga de imposto mais leve que a atual pode trazer algum resultado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Opinião: "Bang Bang Bang" de Selena Gomez e "Party" de Beyoncé

Dois lançamentos agitaram o mundo do pop hoje pela manhã. Selena Gomez com "Bang Bang Bang" e Beyoncé com o vazado "Party". Vamos aos comentários:


Selena usou e abusou da batida eletrônica como várias divãs vem usando. Particularmente, ela é uma das poucas da lista que soube usar esse meio sem se tornar uma nova cantora da música eletrônica. O vocal está ótimo e acredito que é isso que ajuda a medir a música eletrônica com o pop. Enfim, a música é boa, é dançante, é ótima para se jogar na balada. Mas, desculpe fãs, ela não trouxe nenhuma novidade, apenas uma boa música.

Ouça "Party" de Beyoncé aqui.

Já Beyoncé nos surpreende a cada faixa, né? Dessa vez ela ataca com uma balada que é bem a cara dela (não sei porque, mas me lembrei de Ego, faz sentido?). Juro que quando vi o nome esperava algo mais parecido com "Run the World", mas gostei do que ouvi. Dos singles vazados apenas o primeiro traz algo diferente. Todos os singles já divulgados trazem a Beyoncé que já conhecemos: divônica e poderosa. Outro single muito bom, mas sem novidades.



O que li pela manhã dos fãs é a grande preocupação do CD flopar. Sinceramente, se os fãs comprarem o CD e divulgarem, ele não irá flopar. A Beyoncé que está sendo apresentada nesse álbum é a Beyoncé que todos conhecemos, com sua música e sensualidade. Claro que ao ouvir "Run the World" todos nós esperávamos algo super dançante alá Beyoncé feat. Axé. Mas o que ela está apresentado é ela mesma. A que sempre foi. Por isso que digo que quem é fã, vai gostar do que foi apresentado. 

É claro que para um CD ser sucesso precisa muito mais do que os fãs. Mídia e divulgação talvez seja os principais requisitos. Tá aí Lady Gaga que não nos deixa mentir. Claro que depois de "Single Ladies" fica difícil, pois se superar é muito difícil, ainda mais se o que você fez anteriormente foi um dos clipes mais copiados de todos os tempos. Acredito que o importante para um artista não é gravar algo para ficar nas paradas de sucesso, mas sim poder se expressar, mostrar ao mundo quem ele é, seus sentimentos, suas angústias. Lembrem-se: quem pensa em parada de sucesso é gravadora, e gravadora não é arte!

domingo, 5 de junho de 2011

Luxo da Semana: Divas versão Metal

Olha que legal! Esse cara transformou Bad Romance e Judas em Heavy Metal:

Bad Romance - Lady Gaga


Judas - Lady Gaga



E não foi só Lady Gaga que teve suas músicas transformadas em Metal:

Rude Boy - Rihanna


Tik Tok - Ke$ha


Teenage Dream - Katy Perry


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Rihanna lança mais um clipe, "Man Down"


E Rihanna virou uma assassina confessa no clipe "Man Down", lançado ontem à noite. Dirigido por Anthony Mandler (o mesmo que dirigiu "Irreplaceable" de Beyoncé), o clipe conta a transformação de uma menina em uma assassina, num estilo bem dramático.

Simples, bonito e com um roteiro muito bom, o clipe fica ainda mais gostoso com reggae da música - uma homenagem ao músico Bob Marley, um dos favoritos de Rihanna.

Veja o clipe:



E pra homenagear um jamaicano, nada melhor que o vídeo ser gravado na Jamaica. Alguns dos sortudos que puderam assistir à gravação dos clipes fizeram um pequeno vídeo, dá só uma olhada:


Tem mais making of, agora oficial:



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Opinião: "Born this way", Lady Gaga (UPDATE)


Estranho. Muito estranho. Essa é a primeira impressão que tive ao ouvir pela primeira vez o novo CD de Lady Gaga, “Born this Way” -  ou como apelidaram carinhosamente os little monsters, o “BTW” – que está sendo lançado hoje (23).  Mas lembrem-se! Estamos falando da Mother Monster, e normal o CD não poderia ser.

É preciso ouvir mais de uma vez para poder conseguir perceber todos os detalhes. Muito rock, muita batida do leste europeu, muito anos 90, muita mistura e tudo pedindo para que nos libertamos.

O CD começa com a faixa ”Marry the Night” que abre muito bem todo repertório nos mostrando aos poucos cada batida. Depois dela vem a já muito conhecida "Born this Way" convidando a nos libertar. A faixa que ficou super polêmica ao ser comparada com “Express Youself” é uma das melhores do CD , na minha singela opinião. Logo em seguida, a sensação de já ter ouvido aquilo em algum lugar começa a se transformar na estranheza dita no início do texto. Uma introdução macabra que é quebrada logo com uma forte batida que mistura o leste europeu com o início dos anos 90: é assim “Goverment Hooker”, a terceira faixa do cd. Ouso dizer que essa faixa ficaria super bem cantada pela personagem de Cláudia Ohana, a Natasha, da novela Vamp.

A quarta faixa é a outra polêmica da Lady Gaga, “Judas”, que todos também já conhecem. Comparando com as próximas músicas do CD, ela é uma das mais fracas, contudo, possui um dos refrões que mais chegam naquilo que nós conhecemos como refrão-chiclete, algo que não é muito presente no álbum. 

A próxima é a “Americano”, uma pequena homenagem aos latinos que vivem nos EUA , além de servir como uma crítica ao estado do Arizona. A faixa mistura novamente batidas do leste europeu, mas agora com uma pitada latino-americana (estou até agora tentando lembrar onde ouvi aquele som latino) , e tem até a Lady Gaga arriscando no espanhol. É uma faixa praticamente Espanglês.

“Hair”, a sexta faixa do CD, é o tipo de música que eu penso que mais se aproxima do pop que eu imagino. Traz além de uma batida dançante, um saxofone muito bom, além de um aha que faz você cantar junto. Uma das faixas que mais gostei do álbum.

Na sétima faixa, ”Scheiße”, a estranheza volta. Ela traz novamente os anos 90 que é ótima pra dançar, além, de um refrão igualmente dançante, e com ho-ho contagiante. ”Bloody Mary” começa com uma música bem conhecida para quem joga The Sims 3. Sabe aquela música do ladrão quando invade sua casa? Pois é. A faixa começa assim. E continua numa melodia que lembra os anos 90. Até que você chega num pedaço e jura que é a Madonna cantando num monastério. Será que os efeitos demais me fizeram viajar? Ah, ela termina com a mesma musiquinha do começo.

E agora começa a revelação roqueira do cd. Se antes o rock estava lá, mas estava escondido, em “Bad Kids”, a décima faixa do cd, ele começa aparecer logo início, mas logo dá lugar a mais uma batida super dançante. Essa faixa não possui muita coisa a se dizer, não traz nenhuma surpresa a não ser o começo. Muitos fãs apontaram faixa como uma forma de preencher o cd.

“Highway Unicorn (ou Road 2 Love) ” é mais uma das faixas que Lady Gaga começa logo cantando. A batida dançante do leste europeu está lá para se juntar aos anos 90 da Lady Gaga. No finalzinho temos de novo a sensação de estar sendo gravada dentro de um monastério. Mas agora é Gaga que está cantando mesmo.

“Heavy mental Lover” é super dançante e te leva novamente ao leste europeu, e traz um uhu super legal de cantar junto. É música para se jogar na boatchy.

Se Lady Gaga tivesse aceitado ir no Rock in Rio e cantasse “Eletric Chapel”, com certeza seria a cantora pop mais rockeira do festival. Primeiro você acha que seu player enlouqueceu e começou a tocar Guns N’Roses. Mas a confusão logo termina quando a batida dos anos noventa aparece e traz Lady Gaga cantando. Por toda a faixa você consegue perceber como Lady Gaga flertou muito com o Rock. Ouso dizer que ela chegou a levar o Rock para fazer um ménage à trois com os anos 90 dentro do monastério (os sinos tocando no final são um grande sinal!). Recomendo muito aos amantes do Rock – gente ela até faz um solo com batidas dançantes!

E a próxima é a fofinha “You & I”. Traz um tecladinho bonitinho, bom batidinhas muito singelas, além de novamente trazer o rock. Mas a mistura foi tanto, que em um ponto da música eu jurava estar ouvindo Shania Twain ou Lady Antebellum. Mas é claro que estamos ouvindo Lady Gaga! Referências existem, mas ela coloca sua marca impressa em todas as músicas que toca. E nessa não seria diferente. E aos rockeiros: tem solozinho aqui de novo!

E chegamos à última faixa, não menos estranha. “The Edge of Glory” que já está sendo trabalhada pela cantora (virou até comercial do Google), traz o pop misturado com as batidas já familiarizadas. Uma das minhas preferidas, e acredito que cumpre muito bem com o papel de fechar o álbum, reunindo nela tudo que já ouvimos até aqui. E trazendo um saxofone que faz lembrar muito o Kid Abelha dos anos 90 e muito gostosinho de se ouvir.

Born This Way definitivamente não é um CD vendável. Isto é, um CD feito apenas para vender. Se Lady GaGa pede para que nos libertemos, ela mostra com esse trabalho que qualquer libertação pede ousadia. Ousadia que ela teve e muito para lançar um CD que traz elementos já conhecidos, com uma estética que não agrada a maioria, e com uma sonoridade singular. Não é por nada que o CD está tendo uma divulgação enorme. Acredito que a gravadora esteja receosa deste trabalho prometer muito, mas vender pouco. A Billboard já se pronunciou: disse que há grandes chances deste álbum ultrapassar a marca do álbum 21 de Adele, o mais vendido do ano. Mas são apenas suposições, resta esperar as próximas semanas.

Se alguém me perguntar se esse CD é essencial para uma coleção de CDs do pop, eu diria que sim. Penso que a partir desse álbum teremos uma Lady Gaga mais madura e trazendo trabalhos ainda mais complexos.” Born this Way” foi apenas o começo do que ainda virá.


>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>UPDATE<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<


Com o lançamento oficial, surgiram mais três músicas: "Black Jesus - Amen Fashion", "Fashion Of His Love" e "The Queen". Acredito que elas são as mais pessoais do CD. Extremamente com a estética do pop (puxando num pop misturado dos anos 90 com o feito no começo dos anos 2000), as três faixas mostram todas as crenças e sentimentos de Lady Gaga.


Confesso que esperava mais das três músicas, mas nenhuma delas me impactou tanto quanto “Eletric Chapel”, ”Bloody Mary” e  “You & I”. A segunda inclusive não me sai da cabeça há uma semana.


É claro que quem ouve essas faixas vai achar algo de Madonna. Sim ela procurou o Pop do começo dos anos 90, e que será que bombou naquela época? "Black Jesus - Amen Fashion" vem com essa cara de Madonna, mas ao mesmo tempo nos situa no século em que estamos. Essa faixa, em particular, traz a crença de Lady Gaga e aquilo em que acredita.


Mas em "Fashion Of His Love" ela conseguiu a proeza de misturar Madonna e Cyndi Lauper. Mais um faixa pop que agora lida com a idéia que a cantora tem da moda.


Antes de ouvir "The Queen" li muito sobre essa faixa. Muitos elogiaram ela bastante e eu tive expectativas que como viram anteriormente, não foram alcançadas. Apesar de trazer uma mensagem bem legal de confiança ela se iguala as outras duas por causa batida. O único diferencial é a guitarra quase no fim, dando a sensação de que Santana está fazendo participação especial. 


Enfim, as três faixas acrescentadas são realmente um bônus para quem tem o CD original, mas acredito não serem tão surpreendentes quanto o resto do CD. Aliás, essas são as faixas mais "normais" do disco.





domingo, 1 de maio de 2011

Adele: Maysa britânica?

Quando ouvi Adele pela primeira vez - no fim do ano passado - não senti o que sinto hoje ao ouví-la. Lembro de gostar da voz, gostar do ritmo, mas deixei o vídeo de lado e parti para a minha profusão pop da Ke$ha. Escolha errada? Não. Na verdade não fui eu que não escolhi ouví-la direto. Estou acostumada a sentir a música que estou ouvindo. Pra ser sincera, eu gosto de me deixar levar nos acordes que elas oferecem. E naquele momento meus sentimentos não me deixavam ser levada pela Adele, só pela Ke$ha.

Em janeiro bati os olhos em Adele, mas novamente não era o momento. A profusão pop ainda estava no meu interior e eu ainda não estava preparada emocionalmente para ouvir Adele. Sim. É preciso estar preparado emocionalmente para ouví-la: há uma emoção, não só nas letras, mas na própria voz emitida em suas músicas. Cada sílaba traz uma sensação comovente e a própria forma de gesticular da cantora faz você viajar na canção.

Mas no final de março um estalo surgiu na minha cabeça! Por que não ouvir Adele? Que tal escutar com mais atenção? E foi aí que eu me rendi completamente! Fazia tempos que não via uma apresentação tão simples e tão sentimental como foi em "Someone Like You" no prêmio The Brit Awards (uma música linda e que me fez morrer de amores definitivamente por ela).

Aliás, interpretação tão sentimental que me levou a compará-la com outra grande cantora: Maysa. Não foi uma simples comparação da forma física, das letras das músicas ou da origem das composições. Há algum tempo atrás eu havia visto alguns vídeos de Maysa nos anos 50, e a expressão dos olhos dela me chamou muita atenção. A mesma atenção que Adele me chamou. Decerta forma, Adele e Maysa estiveram conectadas nessas canções. Conectadas porque elas não cantam somente com o coração. Cantam com a alma, com o corpo, e principalmente com os olhos que me fazem emocionar a cada vez que as ouço.


Maysa - Ouça (1958)



Adele - Someone Like You (2011)



segunda-feira, 28 de março de 2011

Menino de 4 anos dança Britney Spears

E a Britney Spears vai lançar o tão falado "Femme Fatale" essa semana. E pra divulgar o novo CD ela praticamente parou São Francisco onde estava gravando um especial para "Good Morning America" como conta o Papel Pop.

E pra comemorar o lançamento de "Femme Fatale" catei esse vídeo fofo do Matteo de 4 anos cantando e dançando "Ops, I did it again":




#ai essas crianças

quarta-feira, 23 de março de 2011

Rebecca Black: mais um produto?

Ela tem 13 anos, canta músicas pra adolescentes e provavelmente poderia parar em alguma produção da Disney, não fosse sua estréia azarada. Estou falando de Rebecca Black que lançou seu primeiro single 'Friday' semana passada.

A letra não tem nada a ver com nada. Ela simplesmente está ansiosa para o final de semana: "É sexta-feira, sexta-feira, sexta-feira é sexta-feira, todo mundo celebra o fim de semana", diz o refrão da música.

Mas ao ver o vídeo da moça, meu cérebro me levou imediatamente para alguém lá do Canadá. O nome desse alguém é Jon Lajoie, um comediante canadense que se tornou famoso na internet com vídeos que brincam com a indústria fonográfica atual e tudo que gira em torno do mundo da música, como no polêmico vídeo Michael Jackson is dead.

Vejam se o começo de 'Friday' não lembra outro vídeo polêmico do comediante: Pop Song.

Friday - Rebecca Black


Pop Song, Jon Lajoie


segunda-feira, 14 de março de 2011

Jackson 5 por Negritude Junior

Durante a segunda metade da década de 90 a febre no Brasil era os vários grupos de pagodes compostos por integrantes enfileirados, dançando o mesmo passinho e sorrindo. Essa imagem fez parte da minha infância, e muitos desses sons me recordam momentos dessa época de transição até a minha adolescência.

Um desses grupos que se destacaram na década de 90 foi o Negritude Junior. Quem não se lembra dos famosos versos: "Tô chegando na Cohab/ pra curtir minha galera/ dar um abraço nos amigos/ e um beijinho em minha cinderela"?

O que poucos sabem é que o começo da música é muito parecida com o começo de outra música muito famosa  dos Jackson Five: 'I want you back'. Compare:

I want you back - Jackson Five



Cohab City - Negritude Junior




E aí? Será homenagem? Será plágio? Ou deixa quieto que nem a Lady Gaga e a Madonna fizeram sobre 'Born this way'?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Bob Fosse a la Beyonce

Podemos considerar o clipe Single Ladies de Beyonce um marco na história do pop, além de um divisor de águas na carreira de Beyonce. Mas o que poucos sabem é que Beyonce se inspirou no coreógrafo Bob Fosse para fazer o clipe como conta nesta entrevista. Abaixo vocês podem conferir o Single Ladies dos anos 60 e dos anos 2000.

Coreografia para a música Mexican Breakfast, dançada pela sua esposa Gwen Verdon:



Coreografia no clipe Single Ladies de Beyonce (notem que a coreografia aqui está bem mais rápida que a original)




sábado, 7 de agosto de 2010

Vamos brincar com música?

Publicado originalmente em http://blogpinceladas.wordpress.com/



Que tal brincar de adivinhar que brinquedo está sendo usado na música?

É com essa proposta que a banda mineira Pato Fu lança seu mais novo cd: "Música de brinquedo". E pra que nós, adultos,nos divertíssemos brincando, a banda escolheu regravar algumas músicas já conhecidas de nós: lá encontramos "Primavera" de Tim Maia, "Ovelha Negra" de Rita Lee e “Live And Let Die” de Paul & Linda McCartney.


Além de piano de brinquedo, sax de plástico e teclado-calculador, encontramos também as vozes infantis de Nina, filha de John (produtor e integrante da banda) e de Fernanda Takai (vocalista),  e do seu amigo Matheus d’Alessandro. John Ulhoa diz que as vozes infantis não estão lá para respeitar questões estéticas, mas para trazer "a inocência e desafinação pura de espírito que só as crianças conseguem".

Com um projeto ousado, a banda consegue nos trazer a alegria que só a infância nos faz ter. E consegue nos fazer voltar a brincar de adivinhação. Vamos tentar brincar?

Música: Live And Let Die (Paul & Linda McCartney)



Música: Primavera (Tim Maia)



Conheça mais sobre o cd aqui.

E não perca o Making Of!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"El Oasis", a novela da Shakira


Publicado originalmente em http://blogpinceladas.wordpress.com


Shakira ficou conhecida na América Latina por seu trabalho no cd “Pies Descalzos”, onde está o single que a fez decolar, "Estoy aqui'. Mas antes desse trabalho, Shakira já havia lançado outros dois cds: Magia(1991) e Peligro(1993). Esses trabalhos não tiveram uma repercussão comercial forte, porém foram o suficiente para que Shakira conseguisse uma visibilidade no seu país de origem.

A visibilidade foi tão boa que lhe rendeu um convite para estrelar uma série colombiana em 1993. E não era apenas uma participação, mas sim, um dos papéis principais: a personagem Luisa Maria.


A série, intitulada "El Oasis" é uma mistura de Ruth e Raquel versão masculina (Mulheres de Areia)  mais a história de Romeu e Julieta.

Tudo começa na cidade de San Isidro, onde moram dois gêmeos completamente opostos, e que não se dão bem. Misael Perdigon (Pedro Mogollon) é extrovertido. Ele é casado com Magdalena(María Giraldo), com quem teve um filho: Salomon (Pedro Rendon). Severe Rico (Pedro Mogollon) é amargurado e rispído. Casado com Teresa (Tita Duarte), tem duas filhas:Brijida (Xilena Aycardi) e Luisa Maria (Shakira). O motivo pelo qual Severe é amargurado é que ele fora apaixonado por Magdalena, e considera que seu irmão a roubou.


O que os dois irmãos não conseguem prever é que seus dois filhos, Salomom e Luisa Maria, irão se apaixonar. Obviamente, os pais são contra e fazem de tudo para separar o casal. Severe faz com que Luisa Maria se case com o filho do presidente da câmara, Anturo, mesmo contra a vontade de Teresa. Severe é apoiado por Brijida, sua filha mais velha, que nutre secretamente um amor por Salomom.

Uma série como qualquer novela que conhecemos, não é?

Pois bem, chega de conversa e vamos aos vídeos:

Abertura da novela com música interpretada por Shakira:



Vídeo com depoimentos de familiares e amigos sobre a novela (em espanhol):


Fontes: http://www.shakiraportugal.com/ e http://www.mtv.pt/musica/artistas/shakira/