sábado, 8 de outubro de 2011

"Countdown", novo clipe da Beyoncé, traz anos 50, 70 e 90 num único clipe

Tô no meio da correria, mas não pude deixar de ver o novo clipe da Beyoncé que foi lançado nesta semana. E só digo uma coisa: gostei MUITO!

O clipe da música “Countdown” é uma boa prévia do que pode ser encontrado no CD “4”. Acredito que esse clipe poderia ser lançado por primeiro. Concordo que essa faixa não possui a mesma força de "Run the World", mas ela prepara bem o público para o que será encontrado no CD.

Esse talvez foi o erro. Logo depois que o “4” vazou, pesadas críticas vieram porque todos esperavam mais "Run the World". Mas o que há nele mesmo é muito do que foi mostrado no clipe da música "Countdown".

Há muita referência de cantoras da década de 70, principalmente das que atuavam no R&B. Mas ao mesmo tempo, Beyoncé traz elementos atuais, e que são conhecidos por muitos que gostam da música pop.

Sobre o clipe especificamente, ele reúne isso e muito mais. Beyoncé nos traz referências dos anos 50, 70, 90 e 2000 num único clipe e consegue unir isso com muita delicadeza. Sem contar que consegue esbanjar por todo ele a sua feminilidade.

Destaco a fotografia do clipe inspirada na década de 70. O figurino também é excelente mesclando várias gerações. O ritmo das cores que trocam a cada cena é muito empolgante. A coreografia, por mais tímida que seja para alguém que já fez "Single Ladies", é muito boa por acompanhar a música, mas ao mesmo tempo trazer efeitos que enriquecem o clipe.

E a referência ao filme “Flashdance”? Jenifer Lopez já o fez, mas Beyoncé conseguiu nessa parte do clipe trazer uma referência remodelando a cena. Não é apenas uma cópia ou homenagem, mas referência no sentido real da palavra.

O clipe foi dirigido por Adria Petty que teve a felicidade de conseguir acompanhar os ritmos por uma sequência de cortes rápidos, que só enriqueceu o clipe. Além disso, conseguiu unir as séries de referências que Beyoncé faz por todo o clipe (você pode ver mais dessas referências nesse link).

Clipe é bem dirigido, bem bonitinho, tudo “inho”. Ótimo pra quem gosta de clipes que tragam referências de lugares. Vale a pena ver.

Veja abaixo o clipe “Countdown” de Beyoncé:

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rock in Rio: Um festival de quê?


Foi só a programação do Rock in Rio 2011 ser divulgada que eu já vi o problema. Estava lá: Claudia Leite no primeiro dia, junto com Katy Perry e Rihanna, e lá junto com Shakira estava a Ivete Sangalo.
E foi só o Rock in Rio começar pra todo mundo se perguntar: cadê o rock?

E Roberta Medina, filha de Roberto Medina – o idealizador – só respondia o mantra “É um festival de música, um festival de diversidade”.

Mas o mantra mais repetido em todas as redes sociais, foi o mantra dito pelos saudosistas (alguns nascidos só na década de 90): “Rock só na edição de 1985”.

Rock só em 1985? E o que Elba Ramalho fez no Rock in Rio de 1985? E Ney Matogrosso? E Ivan Lins? E Lulu Santos? E Gilberto Gil? Eles eram roqueiros?

Não, eles não eram. Mas há uma explicação para o fato das pessoas terem uma pequena amnésia sobre essa parte.

Como visto nos textos anteriores, era a primeira vez que mais de dez bandas de peso vinham tocar num mesmo festival no Brasil. As pessoas estavam extasiadas pelas bandas internacionais. E depois que acabou o show delas, nem lembraram o que aconteceu antes.

Mas aconteceu muita coisa mesmo. Primeiro foi a vaia para Erasmo Carlos ( sim, Erasmo Carlos, aquele que trouxe o rock para o país e nos mostrou que é possível fazer rock em português).

E o show da Elba Ramalho? Acredite, agradou os rockeiros do festival. Quem não conseguiu terminar o show foi Ivan Lins, que cantou só 20 minutos e perdeu a voz por causa do seu vício de fumar. Depois do festival Ivan Lins largou o cigarro.

O fato é que na época ainda não havia fervilhado a quantidade de bandas de rock no cenário brasileiro. Só pra se ter ideia o álbum da Legião Urbana, a principal da década de 80, foi lançado em 1985. Ainda não tinha feito sucesso suficiente para entrar na lista de um festival do porte do Rock in Rio.

Mas o rock brasileiro estava representado em figuras como Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Barão Vermelho, Erasmo Carlos e Rita Lee. Mas nenhum com o som pesado do Iron Maiden.

O grande problema do Rock in Rio, nunca foi a diversidade ( o show da Elba Ramalho é um grande exemplo). O problema foi a organização da ordem dos shows. Sempre foi e sempre será. Mas isso vou deixar pra um próximo post.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rock in Rio: O Começo


Gosto de começar pelo começo. E o começo do Rock in Rio está bem antes de 1985. Pra ser mais sincera, está no ano de 1980, quando Roberto Medina, idealizador do festival, produziu o show de Sinatra no país. Se não fosse a produção desse show, o Rock in Rio nunca ficaria na história.

O grande feito de Roberto Medina foi ter a ousadia de trazer para um mesmo festival vários nomes internacionais. Músicos internacionais não faziam shows na América Latina. E quando fazia era algo muito raro. Tudo porque havia preconceito pelo fato de alguns produtores pagarem mal as bandas e os empresários, e até mesmo dar calote. Sem contar os boatos de que instrumentos desapareciam após o show. Isso só afugentava os grandes nomes.

Roberto Medina tentou negociar com várias bandas. Nenhuma aceitou. Foi quando teve a ideia de pedir ajuda à Sinatra. Quando o cantor espalhou que o show que havia feito no Brasil foi ótimo e que nenhum instrumento desapareceu, as negociações melhoraram. Mas o festival só teve credibilidade após a confirmação da banda Queen. Só após isso, Medina conseguiu atrair grandes bandas por aqui.

O festival teve 13 atrações internacionais. Um número enorme para jovens que não conseguiam imaginar que pudessem estar perto de seus ídolos. Dentre as atrações estavam Whitesnake, Iron Maiden, Queen, James Taylor, Yes, Scorpions, Ozzy Osbourne e AC/DC. A notícia de que um festival que reuniu várias bandas internacionais se espalhou pela América Latina fazendo com que mais de 200 mil pessoas fossem ao festival. O Rock in Rio deu certo e acabara de se tornar o principal festival do país e da América Latina.

Mas apesar do nome, o festival não teve somente atrações de rock. Várias bandas brasileiras abriram as noites do festival, inclusive Elba Ramalho. Mas isso fica para um próximo post.

E depois do Guns . . .


E o Rock in Rio acabou. E todos tiveram o seu momento de fã, o seu momento de crítico de música e o seu momento para xingar. Estamos todos satisfeitos. Ou será que apenas falamos para o ar sem saber o que realmente estávamos falando?

Vi, assisti e escutei bastante nessas últimas duas semanas. Foram pessoas dizendo que axé não é rock, que playback não era show e que rock mesmo somente em 1985. Mas vocês realmente conhecem o Rock in Rio de 1985? Vocês sabem o que é o Rock in Rio? E porque sempre no Brasil não dá certo?

Por causa dessas perguntas resolvi escrever uma série de textos sobre o festival. Decidi postá-los só depois que ele acabou porque somente com a cabeça fria é possível pensar nas coisas.

Espero que gostem e acompanhem o Na Minha Jukebox durante essa semana.

domingo, 2 de outubro de 2011

Voltando. . . Aos poucos . . .


Primeiro estava desempregada. Como toda jornalista, decidi fazer um blog. Fiz um sobre música. Fiz outro, com textos que escrevia. E quando vi estava empregada, com dois blogs, e sem tempo até pra pintar as unhas. Foi quando decidi parar.

Parei de escrever nos dois. Já não escrevia e isso não modificou muito. Mas o tempo foi bom para que eu parasse e pensasse sobre o que iria fazer. Decidi então acabar com o Na Minha Jukebox. Se não conseguia escrever, ou ao menos ter tempo pra colocar um vídeo no blog, porque continuar com ele?

Já estava decidida quando há duas semanas os noticiários, sites e a minha timeline ferveram com comentários sobre o Rock in Rio. No meio do meu trabalho espiava os comentários e comecei a me roer tentando falar deles. Mas convenhamos, os 140 caracteres do Twitter não nos satisfazem sobre isso, não é?

Foi então que repensei o fato de acabar com o Na Minha Jukebox. Repensei e vi que não era apenas um blog de música que eu queria. Eu queria, e ainda quero escrever sobre música. Falar dela. Pensar nela. Como aqueles comentaristas de futebol que falam por horas a fio sobre o Brasileirão.

Sei que ainda não tenho tempo pra escrever. Mas tenho vontade, e acredito que isso é o mais importante. Os textos não serão atualizados diariamente. Sorte se forem atualizados semanalmente. Mas eles estarão aqui.

Escrevi esse texto por isso. Só pra dizer que haverá posts, mas com uma frequência bem pequena. Mas estarão aqui para quem realmente gosta de música. Feito por alguém que gosta de música desde que era pequenina.